MULHER
Zaqueu Moreira de Oliveira
A ênfase na “mulher submissa”, baseada em interpretação distorcida das Escrituras, tem levado muitos homens do passado e do presente a tratá-la como escrava ou como um ser inferior. Isso foge à prática de Jesus e dos apóstolos, que valorizaram a desprezada mulher de sua época, aceitando a sua importante participação na obra de Deus e inclusão no ministério cristão. Na Bíblia, homens são combatidos por descabidas posições e atitudes. Igualmente, mulheres preguiçosas, paroleiras e maldizentes são repreendidas pelo apóstolo Paulo, pois, “são ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas também faladeiras e intrigantes, falando o que não convém” (1Tm 5.13). Essa reprimenda não significa descaso para o serviço das mulheres, que muitas vezes são elogiadas efusivamente pelo mesmo escritor, citando-as como trabalhadoras no Senhor (Rm 16.12), ministra (diákonon) da igreja (Rm 16.1), e cooperadora em Cristo Jesus (Rm 16.3). Em certo caso, com muito carinho se refere à mãe de Rufo, como se fosse sua própria mãe (Rm 16.13).
A revolta contra os maus tratos e desvalorização da mulher tem levado muitas ao extremo da falta de recato, moderação e sobriedade. Algumas, chegam a desafiar a sociedade, tornando-se heroínas para uns e vilãs para outros. Entretanto, textos bíblicos falam sobre o procedimento da mulher cristã, dando ênfase às boas obras e ao “espírito manso e tranqüilo, que é precioso diante de Deus” (1Pd 3.4). Chamamos atenção para o fato de que o termo grego traduzido por “submissa” (1Pd 3.5 e Tt 2.5), com referência à mulher, nada tem a ver com escravo (doûlos), mas expressa a natureza dócil da mulher que coopera, serve ou ministra. No Antigo Testamento, a palavra hebraica “ajudadora” (‘êzer), no ato da criação (Gn 2.18), significa alguém que está ao lado e que fortalece o parceiro, sem qualquer implicação de inferioridade. Afinal de contas a costela não se encontra na perna ou no pé, mas no lado.
O Dia Internacional da Mulher surgiu como um grito contra a discriminação de que a mulher era vítima, não só no trabalho como em outras esferas da sociedade. Ao comemorar esta data, é mister que nos apoiemos na Bíblia, que jamais discriminou a mulher, assim como nunca permitiu atitudes licenciosas em qualquer ser humano. A Palavra de Deus enaltece as que se ataviam com o serviço (diakonía) a Deus e boas obras (1Tm 2.10), agindo “com sobriedade na fé, no amor e na santificação” (1Tm 2.15). Elas são companheiras em casa e no ministério, pelo que o Apóstolo Pedro recomenda aos homens: “Vivei com elas com entendimento [diálogo], dando honra à mulher, […] como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida” (1Pd 3.7). Que a graciosidade feminina nos conduza a que juntos trabalhemos, tornando-nos herdeiros da graça de Deus!
(Extraído e adaptado do livro De coração para coração. Recife: STBNB Edições, 2001, p. 112-113)
Zaqueu Moreira de Oliveira
A ênfase na “mulher submissa”, baseada em interpretação distorcida das Escrituras, tem levado muitos homens do passado e do presente a tratá-la como escrava ou como um ser inferior. Isso foge à prática de Jesus e dos apóstolos, que valorizaram a desprezada mulher de sua época, aceitando a sua importante participação na obra de Deus e inclusão no ministério cristão. Na Bíblia, homens são combatidos por descabidas posições e atitudes. Igualmente, mulheres preguiçosas, paroleiras e maldizentes são repreendidas pelo apóstolo Paulo, pois, “são ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas também faladeiras e intrigantes, falando o que não convém” (1Tm 5.13). Essa reprimenda não significa descaso para o serviço das mulheres, que muitas vezes são elogiadas efusivamente pelo mesmo escritor, citando-as como trabalhadoras no Senhor (Rm 16.12), ministra (diákonon) da igreja (Rm 16.1), e cooperadora em Cristo Jesus (Rm 16.3). Em certo caso, com muito carinho se refere à mãe de Rufo, como se fosse sua própria mãe (Rm 16.13).
A revolta contra os maus tratos e desvalorização da mulher tem levado muitas ao extremo da falta de recato, moderação e sobriedade. Algumas, chegam a desafiar a sociedade, tornando-se heroínas para uns e vilãs para outros. Entretanto, textos bíblicos falam sobre o procedimento da mulher cristã, dando ênfase às boas obras e ao “espírito manso e tranqüilo, que é precioso diante de Deus” (1Pd 3.4). Chamamos atenção para o fato de que o termo grego traduzido por “submissa” (1Pd 3.5 e Tt 2.5), com referência à mulher, nada tem a ver com escravo (doûlos), mas expressa a natureza dócil da mulher que coopera, serve ou ministra. No Antigo Testamento, a palavra hebraica “ajudadora” (‘êzer), no ato da criação (Gn 2.18), significa alguém que está ao lado e que fortalece o parceiro, sem qualquer implicação de inferioridade. Afinal de contas a costela não se encontra na perna ou no pé, mas no lado.
O Dia Internacional da Mulher surgiu como um grito contra a discriminação de que a mulher era vítima, não só no trabalho como em outras esferas da sociedade. Ao comemorar esta data, é mister que nos apoiemos na Bíblia, que jamais discriminou a mulher, assim como nunca permitiu atitudes licenciosas em qualquer ser humano. A Palavra de Deus enaltece as que se ataviam com o serviço (diakonía) a Deus e boas obras (1Tm 2.10), agindo “com sobriedade na fé, no amor e na santificação” (1Tm 2.15). Elas são companheiras em casa e no ministério, pelo que o Apóstolo Pedro recomenda aos homens: “Vivei com elas com entendimento [diálogo], dando honra à mulher, […] como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida” (1Pd 3.7). Que a graciosidade feminina nos conduza a que juntos trabalhemos, tornando-nos herdeiros da graça de Deus!
(Extraído e adaptado do livro De coração para coração. Recife: STBNB Edições, 2001, p. 112-113)
Que o nosso amado Deus as abençoe em Cristo Jesus.
Com carinho,
Pr. João
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